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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Identificação de Espécies Florestais

Tabebuia alba (Ipê-Amarelo)



O ipê amarelo é a árvore brasileira mais conhecida, a mais cultivada e, sem dúvida nenhuma, a mais bela. É na verdade um complexo de nove ou dez espécies com características mais ou menos semelhantes, com flores brancas, amarelas ou roxas. Não há região do país onde não exista pelo menos uma espécie dele, porém a existência do ipê em habitat natural nos dias atuais é rara entre a maioria das espécies (LORENZI,2000).

A espécie Tabebuia alba, nativa do Brasil, é uma das espécies do gênero Tabebuia que possui “Ipê Amarelo” como nome popular. O nomealba provém de albus (branco em latim) e é devido ao tomento branco dos ramos e folhas novas.

As árvores desta espécie proporcionam um belo espetáculo com sua bela floração na arborização de ruas em algumas cidades brasileiras. São lindas árvores que embelezam e promovem um colorido no final do inverno. Existe uma crença popular de que quando o ipê-amarelo floresce não vão ocorrer mais geadas. Infelizmente, a espécie é considerada vulnerável quanto à ameaça de extinção.

A Tabebuia alba, natural do semi-árido alagoano está adaptada a todas as regiões fisiográficas, levando o governo, por meio do Decreto nº 6239, a transformar a espécie como a árvore símbolo do estado, estando, pois sob a sua tutela, não mais podendo ser suprimida de seus habitats naturais.

Taxonomia


Família: Bignoniaceae
Espécie: Tabebuia Alba (Chamiso) Sandwith
Sinonímia botânica: Handroanthus albus (Chamiso) Mattos; Tecoma alba Chamisso
Outros nomes vulgares: ipê-amarelo, ipê, aipê, ipê-branco, ipê-mamono, ipê-mandioca, ipê-ouro, ipê-pardo, ipê-vacariano, ipê-tabaco, ipê-do-cerrado, ipê-dourado, ipê-da-serra, ipezeiro, pau-d’arco-amarelo, taipoca.

Aspectos Ecológicos


O ipê-amarelo é uma espécie heliófita (Planta adaptada ao crescimento em ambiente aberto ou exposto à luz direta) e decídua (que perde as folhas em determinada época do ano). Pertence ao grupo das espécies secundárias iniciais (DURIGAN & NOGUEIRA, 1990).

Abrange a Floresta Pluvial da Mata Atlântica e da Floresta Latifoliada Semidecídua, ocorrendo principalmente no interior da Floresta Primária Densa. É característica de sub-bosques dos pinhais, onde há regeneração regular.

Informações Botânicas


Morfologia

As árvores de Tabebuia alba possuem cerca de 30 metros de altura. O tronco é reto ou levemente tortuoso, com fuste de 5 a 8 m de altura. A casca externa é grisáceo-grossa, possuindo fissuras longitudinais esparas e profundas. A coloração desta é cinza-rosa intenso, com camadas fibrosas, muito resistentes e finas, porém bem distintas.

Com ramos grossos, tortuosos e compridos, o ipê-amarelo possui copa alongada e alargada na base. As raízes de sustentação e absorção são vigorosas e profundas.

As folhas, deciduais, são opostas, digitadas e compostas. A face superior destas folhas é verde-escura, e, a face inferior, acinzentada, sendo ambas as faces tomentosas. Os pecíolos das folhas medem de 2,5 a 10 cm de comprimento. Os folíolos, geralmente, apresentam-se em número de 5 a 7, possuindo de 7 a 18 cm de comprimento por 2 a 6 cm de largura. Quando jovem estes folíolos são densamente pilosos em ambas as faces. O ápice destes é pontiagudo, com base arredondada e margem serreada.

As flores, grandes e lanceoladas, são de coloração amarelo-ouro. Possuem em média 8X15 cm.

Quanto aos frutos, estes possuem forma de cápsula bivalvar e são secos e deiscentes. Do tipo síliqua, lembram uma vagem. Medem de 15 a 30 cm de comprimento por 1,5 a 2,5 cm de largura. As valvas são finamente tomentosas com pêlos ramificados. Possuem grande quantidade de sementes.

As sementes são membranáceas brilhantes e esbranquiçadas, de coloração marrom. Possuem de 2 a 3 cm de comprimento por 7 a 9 mm de largura e são aladas.

Reprodução

A espécie é caducifólia e a queda das folhas coincide com o período de floração. A floração inicia-se no final de agosto, podendo ocorrer alguma variação devido a fenômenos climáticos. Como a espécie floresce no final do inverno é influenciada pela intensidade do mesmo. Quanto mais frio e seco for o inverno, maior será a intensidade da florada do ipê amarelo.

As flores por sua exuberância, atraem abelhas e pássaros, principalmente beija-flores que são importantes agentes polinizadores. Segundo CARVALHO (2003), a espécie possui como vetor de polinização a abelha mamangava (Bombus morio).

As sementes são dispersas pelo vento.

A planta é hermafrodita, e frutifica nos meses de setembro, outubro, novembro, dezembro, janeiro e fevereiro, dependendo da sua localização. Em cultivo, a espécie inicia o processo reprodutivo após o terceiro ano.

Ocorrência Natural


Ocorre naturalmente na Floresta Estaciobal Semidecicual, Floresta de Araucária e no Cerrado.

Segundo o IBGE, a Tabebuia alba (Cham.) Sandw. é uma árvore do Cerrado, Cerradão e Mata Seca. Apresentando-se nos campos secos (savana gramíneo-lenhosa), próximo às escarpas.

Clima


Segundo a classificação de Köppen, o ipê-amarelo abrange locais de clima tropical (Aw), subtropical úmido (Cfa), sutropical de altitude (Cwa e Cwb) e temperado.

A T.alba pode tolerar até 81 geadas em um ano. Ocorre em locais onde a temperatura média anual varia de 14,4ºC como mínimo e 22,4ºC como máximo.

Solo


A espécie prefere solos úmidos, com drenagem lenta e geralmente não muito ondulados (LONGHI, 1995).

Aparece em terras de boa à média fertilidade, em solos profundos ou rasos, nas matas e raramente cerradões (NOGUEIRA, 1977).

Pragas e Doenças


De acordo com CARVALHO (2003), possui como praga a espécie de coleópteros Cydianerus bohemani da família Curculionoideae e um outro coleóptero da família Chrysomellidae. Apesar da constatação de elevados índices populacionais do primeiro, os danos ocasionados até o momento são leves. Nas praças e ruas de Curitiba - PR, 31% das árvores foram atacadas pela Cochonilha Ceroplastes grandis.

ZIDKO (2002), ao estudar no município de Piracicaba a associação de coleópteros em espécies arbóreas, verificou a presença de insetos adultos da espécie Sitophilus linearis da família de coleópteros, Curculionidae, em estruturas reprodutivas. Os insetos adultos da espécie emergiram das vagens do ipê, danificando as sementes desta espécie nativa.

ANDRADE (1928) assinalou diversas espécies de Cerambycidae atacando essências florestais vivas, como ingazeiro, cinamomo, cangerana, cedro, caixeta, jacarandá, araribá, jatobá, entre outras como o ipê amarelo.

A Madeira


A Tabebuia alba produz madeira de grande durabilidade e resistência ao apodrecimento (LONGHI,1995).

MANIERI (1970) caracteriza o cerne desta espécie como de cor pardo-havana-claro, pardo-havan-escuro, ou pardo-acastanhado, com reflexos esverdeados. A superfície da madeira é irregularmente lustrosa, lisa ao tato, possuindo textura media e grã-direita.

Com densidade entre 0,90 e 1,15 grama por centímetro cúbico, a madeira é muito dura (LORENZI, 1992), apresentando grande dificuldade ao serrar.

A madeira possui cheiro e gosto distintos. Segundo LORENZI (1992), o cheiro característico é devido à presença da substância lapachol, ou ipeína.

Usos da Madeira


Sendo pesada, com cerne escuro, adquire grande valor comercial na marcenaria e carpintaria. Também é utilizada para fabricação de dormentes, moirões, pontes, postes, eixos de roda, varais de carroça, moendas de cana, etc.

Produtos Não-Madeireiros


A entrecasca do ipê-amarelo possui propriedades terapêuticas como adstringente, usada no tratamento de garganta e estomatites. É também usada como diurético.

O ipê-amarelo possui flores melíferas e que maduras podem ser utilizadas na alimentação humana.

Outros Usos


É comumente utilizada em paisagismo de parques e jardins pela beleza e porte. Além disso, é muito utilizada na arborização urbana.

Segundo MOREIRA & SOUZA (1987), o ipê-amarelo costuma povoar as beiras dos rios sendo, portanto, indicado para recomposição de matas ciliares. MARTINS (1986), também cita a espécie para recomposição de matas ciliares da Floresta Estacional Semidecidual, abrangendo alguns municípios das regiões Norte, Noroeste e parte do Oeste do Estado do Paraná.

Aspectos Silviculturais


Possui a tendência a crescer reto e sem bifurcações quando plantado em reflorestamento misto, pois é espécie monopodial. A desrrama se faz muito bem e a cicatrização é boa. Sendo assim, dificilmente encopa quando nova, a não ser que seja plantado em parques e jardins.

Ao ser utilizada em arborização urbana, o ipê amarelo requer podas de condução com freqüência mediana.

Espécie heliófila apresenta a pleno sol ramificação cimosa, registrando-se assim dicotomia para gema apical. Deve ser preconizada, para seu melhor aproveitamento madeireiro, podas de formação usuais (INQUE et al., 1983).

Produção de Mudas


A propagação deve realizada através de enxertia.

Os frutos devem ser coletados antes da dispersão, para evitar a perda de sementes. Após a coleta as sementes são postas em ambiente ventilado e a extração é feita manualmente. As sementes do ipê amarelo são ortodoxas, mantendo a viabilidade natural por até 3 meses em sala e por até 9 meses em vidro fechado, em câmara fria.

A condução das mudas deve ser feita a pleno sol. A muda atinge cerca de 30 cm em 9 meses, apresentando tolerância ao sol 3 semanas após a germinação.

Sementes


Os ipês, espécies do gênero Tabebuia, produzem uma grande quantidade de sementes leves, aladas com pequenas reservas, e que perdem a viabilidade em poucos dias após a sua coleta. A sua conservação vem sendo estudada em termos de determinação da condição ideal de armazenamento, e tem demonstrado a importância de se conhecer o comportamento da espécie quando armazenada com diferentes teores de umidade inicial, e a umidade de equilíbrio crítica para a espécie (KANO; MÁRQUEZ & KAGEYAMA, 1978).

As levíssimas sementes aladas da espécie não necessitam de quebra de dormência. Podem apenas ser expostas ao sol por cerca de 6 horas e semeadas diretamente nos saquinhos. A quebra natural leva cerca de 3 meses e a quebra na câmara leva 9 meses. A germinação ocorre após 30 dias e de 80%.

As sementes são ortodoxas e há aproximadamente 87000 sementes em cada quilo.

Preço da Madeira no Mercado


O preço médio do metro cúbico de pranchas de ipê no Estado do Pará cotado em Julho e Agosto de 2005 foi de R$1.200,00 o preço mínimo, R$ 1509,35 o médio e R$ 2.000,00 o preço máximo (CEPEA,2005).

Bibliografia Consultada e Citada


ANDRADE, E. N. Contribuição para o estudo da Entomologia Florestal Paulista. Boletim Agric:.S. Paulo, 1998.

CARVALHO, P.E.R. Espécies arbóreas brasileiras. Colombo: Embrapa Florestas, 2003. v.1

BARROSO, M.G. Sistemática de Angiospermas do Brasil. EDUSP. V.1, V.2, V3.

DURIGAN,G.; NOGUEIRA,J.C.B. Recomposição de matas ciliares. IF Série Registros, n.4, p.1-14, set.1990.

ENGEL, V.L.; MORAIS, A.L. & POGGIANI, F. Guia de localização e reconhecimento das principais espécies arbóreas do Parque da Esalq. Relatório de Pesquisa. FEALQ. 1984.

INFORMATIVO CEPEA - SETOR FLORESTAL UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO • ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA"LUIZ DE QUEIROZ" Agosto, 2005 Nº 44

INOUE,M.T.; REICHMANN,F.; CARVALHO,P.E.R.; TORRES,M.A.V. A silvicultura de espécies nativas. Curitiba: FUPEF, 1983. 60p.

LAZARINI,R.A.M. Ipê amarelo. Disponível em: http://www.floraefauna.com/plantamesagosto.htm. Acesso em: 12/11/2005

LOBELLO,M. Árvores no Brasil. São Paulo: Prêmio, 1992, v.2

LONGHI,R.A. Livro das árvores: árvores e arvoretas do Sul. 2.ed., Porto Alegre: L&PM, 1995, 176p.

LORENZI,H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa: Plantarum, 1992, 382p.

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NOGUEIRA,J.C.B. Reflorestamento heterogêneo com essências indígenas. Boletim Técnico do Instituto Florestal, n.24, p.1-71, mar.1977.

KANO,N.K.; MARQUEZ,F.C.M.; KAGEYAMA,P.Y. 1978 Armazenamento de sementes de ipê dourado. IPEF, n.17, p.13-23, 1978.

PAULA, J.E.; ALVES, J.L.H. Madeiras nativas: anatomia, dendrologia, dendrometria, produção, uso. Brasília: Fundação Mokiti Okada, 1997. 541p.

REYES, A.E.L. Trilhas da Esalq. Disponível em: http://www.esalq.usp.br/trilhas. Acesso em: 12/11/2005

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RIZZINI, C.T. Árvores e Madeiras Úteis do Brasil. Manual de Dendrologia Brasileira. São Paulo: Editora Edgard Gomide Blucher. 1971.

ZIDKO, A. Coleópteros (insecta) associados as estruturas reprodutivas de espécies florestais arbóreas nativas no estado de São Paulo. Piracicaba, 2002, 43p. Tese (Mestrado) - Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz. Universidade de São Paulo.


Fonte: IPEF

Identificação de Espécies Florestais

Cedrella fissilis (Cedro)


1. Introdução


O cedro é uma espécie rara, que ocorre em diversas formações florestais brasileiras e praticamente em toda América tropical. Essa árvore frondosa produz uma das madeiras mais apreciadas no comércio, tanto brasileiro quanto internacional, por ter coloração semelhante ao mogno e, entre as madeiras leves, é uma das que possibilita o uso mais diversificado, sendo superada apenas pela madeira do pinheiro-do-paraná (Carvalho, 1994)

2. Taxonomia


Segundo o Sistema de classificação de Cronquist:
Família: Meliaceae
Espécie: Cedrella fissilis Vellozo
Sinonímia botânica: Cedrella brasiliensis Adr. Jussieu; C. brunellioides Rusby; C. huberi Ducke; C. macrocarpa Ducke; C. regnelli C. de Candolle; C. tubiflora Bertoni
Nomes vulgares: acaiacá, acaiacatinga, acajá-catinga, acajatinga, acaju, acaju-caatinga, capiúva, cedrinho, cedro-amarelo, cedro-batata, cedro-branco, cedro-fofo, cedro-rosado, cedro-de-carangola, cedro-do-rio, cedro-cetim, cedro-diamantina, cedro-rosa, cedro-roxo, cedro-verdadeiro, cedro-vermelho, cedro-da-bahia, cedro-da-várzea, cedro-do-campao, iacaiacá.

3. Aspectos ecológicos


O cedro é uma espécie que se comporta como secundária inicial ou secundária tardia. Ocorre tanto na floresta primária, principalmente nas bordas da mata ou clareiras, como na floresta secundária, porém nunca em formações puras, possivelmente pelos ataques severos da broca-do-cedro e pela necessidade de luz para desenvolver-se, dependendo, portanto, da formação de clareiras. As principais regiões fitoecológicas de ocorrência são Floresta Ombrófila Densa (Floresta Atlântica e Floresta Amazônica), Floresta Ombrófila Mista (Floresta com Araucária), Floresta Estacional Semidecidual e Floresta Estacional Decidual. Entretanto, também ocorre, de modo mais restrito, nos encraves de vegetação no Nordeste brasileiro (Ferreira & Batista, 1990), nos campos da Serra da Mantiqueira (Carvalho, 1994), no Cerradão (Nave et al., 1997) e nas matas de galerias - em ambientes mais secos – nessas fitofisionomias do bioma Cerrado.

4. Descrição


O cedro é uma árvore caducifólia, com altura variando entre 10 e 25m e DAP (diâmetro à altura do peito), entre 40 e 80cm. Apresenta tronco reto ou pouco tortuoso, com fuste de até 15m. A copa é alta e em forma de corimbo, o que a torna muito típica.

As folhas são compostas, medindo entre 25 a 45 cm, muito variáveis quanto à forma, com 8 a 30 pares de folíolos oblongo-lanceolados a oval-lanceolados (Lorenzi, 1992). A alta densidade estomática nas folhas, muito maior que em outros gêneros das Meliaceae, é também uma característica muito peculiar do cedro (Piratininga-Azevedo,1999).

As flores são brancas, com tons levemente esverdeados e ápice rosado; também são pequenas, agrupadas em tirsos axilares de 30 cm, na média, sendo que as masculinas são mais alongadas que as femininas.

Os frutos são cápsulas em forma de pêra, deiscentes, sendo que parte dos carpelos permanecem no eixo do fruto após a deiscência. Os frutos apresentam cinco valvas longitudinais (que se abrem por ocasião da deiscência), lenhosas, ásperas, de coloração marrom, com lenticelas claras e alojam de 30 a 100 sementes viáveis.

As sementes são aladas, de coloração bege a castanho-avermelhada e apresentam dimensões de até 35mm de comprimento por 15mm de largura .

5. Informações botânicas


O cedro é uma planta hermafrodita, porém a fecundação é cruzada e o mecanismo que favorece a alogamia é o amadurecimento das flores femininas e masculinas em períodos distintos. A polinização é feita possivelmente por mariposas (Morellato, 1991) e abelhas (Steinbach & Longo, 1992).

Os frutos, bem como as sementes, são dispersos, sobretudo, pela ação da gravidade e do vento, respectivamente.

A floração e a frutificação, que se iniciam entre dez e quinze anos após o plantio, ocorrem em períodos distintos nos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná , Goiás, Minas Gerais, Bahia, Pará, Espírito Santo e Santa Catarina. De agosto a setembro ocorre floração em Goiás; de agosto a dezembro, em Minas Gerais; de setembro a novembro, no Rio Grande do Sul; de setembro a dezembro, em Santa Catarina; de setembro a janeiro, em São Paulo e no Paraná; de outubro a fevereiro, na Bahia; em janeiro, no Pará e de janeiro a março, no Espírito Santo. A frutificação ocorre de abril a agosto, no Rio Grande do Sul; de maio a julho, em Minas Gerais; de junho a julho, no Espírito Santo; de junho a setembro, em São Paulo; de julho a agosto no Paraná e Santa Catarina; de agosto a setembro, no Rio de janeiro e de novembro a fevereiro em Goiás (Carvalho, 1994).

6. Ocorrência natural


O cedro possui distribuição ampla no território brasileiro, compreendendo latitudes de 1° S (Pará) a 33° S (Rio Grande do Sul). Ocorre em altitudes de 5 a 1.800 metros.

7. Clima


O cedro é adaptado aos tipos climáticos, segundo a classificação de Köppen, temperado úmido, subtropical úmido, subtropical de altitude e tropical.

O regime de precipitações é bastante variável, com chuvas de inverno uniformemente distribuídas na Região Sul e nas proximidades de Belém, e chuvas de verão periódicas nas demais regiões a partir do norte do Paraná. A precipitação anual média é de 750mm (Morro do Chapéu, BA) a 3.700mm (Serra de Paranapiacaba, SP). A deficiência hídrica é nula e sem estação seca na região Sul, moderada com estação seca de até três meses nas Regiões Centro- Oeste e Sudeste, e forte com até seis meses de seca no norte de Minas Gerais.

A temperatura média anual nas regiões de ocorrência desta espécie varia de 13°C (São Joaquim – SC) a 26°C (Monte Alegre – PA). Suporta geadas, em média de 0 a 30 por ano.

8. Solo


Normalmente, o cedro ocorre em solos profundos e úmidos, de textura argilosa a areno-argilosa, e bem drenados. Não se desenvolve adequadamente em solos mal drenados, rasos ou com lençol freático superficial.

O cedro também apresenta crescimento pouco afetado em solos contaminados por metais pesados (Marques at al., 2000).

9. Sementes


Geralmente, colhem-se os frutos duas ou três semanas antes da deiscência natural, pois as sementes são aladas e dispersas pelo vento. O período ideal para colheita é verificado pela coloração do fruto, que passa de verde para marrom-clara, que indica a maturidade fisiológica da semente; esse período ocorre entre 30 e 32 semanas após a antese. Após a colheita, os frutos são levados para local seco e ventilado para completar a deiscência e a liberação das sementes é feita agitando-se os frutos (Corvello et al., 1997; Durigan et al., 2002).

As sementes de cedro não apresentam dormência e podem ser armazenadas a frio, conservando-se o poder germinativo por dois anos. Cada quilograma contém cerca de 21.000 a 24.000 sementes (Durigan et al., 2002).

10. Produção de mudas


A produção de mudas pode ser feita em sementeiras, para posterior repicagem, ou diretamente em recipientes (tubetes de 200 cm3 ou sacos de polietileno) contendo substrato rico em matéria orgânica, semeando-se duas sementes por recipiente (Lorenzi, 1992; Carvalho, 1994). Também se pode produzir mudas pelo método de raiz nua (Durigan et al., 2002) ou por propagação vegetativa; em ambos os casos, as respostas são satisfatórias (Rodrigues, 1990).

O poder germinativo das sementes geralmente ultrapassa 80% e a germinação ocorre entre doze e dezoito dias após a semeadura.

11. Aspectos silviculturais


Cedrela fissilis é uma espécie florestal heliófila na fase adulta, medianamente tolerante a tolerante às baixas temperaturas, sendo que árvores adultas em florestas naturais toleram até – 10,4ºC (Carvalho, 1994).

O hábito dessa espécie é muito variável devido ao ataque da broca-do-cedro, mas, quando não atacado, apresenta ramificação leve e fuste reto. Como a desrama natural é ineficiente, necessita de podas de galhos e de condução freqüentes e periódicas e, quando se tratar de indivíduos atacados pela broca-do-cedro, deve-se proceder com podas corretivas anuais durante os três primeiros anos (Carvalho, 1994).

O plantio puro a pleno sol, como exposto anteriormente, é impraticável devido os ataques da broca-do-cedro. A isso soma-se que as maiores produtividades são verificadas em condições mais sombreadas. Assim, são mais vantajosos os plantios mistos, porém evitando-se ultrapassar a densidade de 100 indivíduos por hectare.

Em cultivos consorciados, o plantio pode ser feito em linhas e, em vegetação matricial arbórea, o plantio pode ser feito em faixas abertas nas capoeiras.

12. Crescimento e produção


O cedro é uma espécie de crescimento relativamente rápido, podendo se comportar como espécie secundária inicial ou tardia e regenerando-se preferencialmente, em clareiras ou bordas de mata, conforme anteriormente destacado.

Os plantios puros de cedro, entretanto, são praticamente inviáveis devido ao ataque da broca-do-cedro, que torna o crescimento da espécie extremamente variável e, na maioria das vezes, o incremento médio anual é tão baixo (inferior a 4 m³/ha/ano) que inviabiliza o plantio comercial (Durigan et al., 2002; Carvalho, 1994).

13. Pragas e doenças


A broca-do-cedro (Hypsipyla grandella Zeller) é a praga mais importante para essa espécie, constituindo fator limitante para seu cultivo, pois ainda não foi encontrada uma solução eficaz para o controle da praga. Os ataques ocorrem em viveiros, plantios ou regeneração natural, danificando as gemas apicais, levando ao desenvolvimento arbustiforme ou mesmo matando a planta. De modo geral, os sucessivos ataques aos ponteiros paralisam o desenvolvimento do cedro.

O controle da broca-do-cedro é muito difícil, mas pode-se tentar a combinação dos seguintes métodos: físico (armadilha luminosa no início da estação chuvosa), cultural (eliminação das mudas atacadas no viveiro, poda dos ramos atacados no campo e evitar plantios puros a pleno sol) e biológico (utilizar parasitóides de ovos e lagartas,Trichogramma sp e Hypomicrogaster hypsipylae, respectivamente). Também podem ser utilizados alguns produtos à base de Metarhizium anisopliae, Beauveria bassiana e Bacillus thuringiensis, desde que aplicados antes que as lagartas penetrem nos ramos (Gallo et al., 2002).

São citadas na literatura outras pragas menos importantes, tais como ácaros, o coleóptero Oncideres dejeani, o lepidóptero Antaeotricha dissimilis, a coleobroca Diploschema rotundicolle, o homóptero Freysuila sp e besouros da Família Scolytidae.

14. A madeira


A madeira do cedro possui massa específica aparente entre 0,47 e 0,61g/cm³, a 15% de umidade; a densidade básica é de 0,44 g/cm³. Trata-se, portanto, de uma madeira leve a moderadamente densa (Jankowsky et al., 1990).

O alburno apresenta coloração branca a rosada e o cerne varia entre bege-rosado a castanho-avermelhado. A superfície da madeira é lustrosa e com reflexos dourados, a textura é grosseira e a grã é direita ou pouco ondulada.

A resistência natural dessa madeira é moderada quanto ao ataque de organismos xilófagos, porém é resistente aos agentes exteriores, desde que não seja enterrada ou submersa. É de baixa permeabilidade aos tratamentos preservantes, em autoclave.

Trata-se de uma madeira de secagem fácil, tanto em estufa, quanto ao ar livre, com baixa ocorrência de defeitos.

15. Usos e preço da madeira


A madeira serrada ou roliça pode ser usada para construção civil, naval e aeronáutica, movelaria, marcenaria, confecção de instrumentos musicais e esculturas, entre outros (Lorenzi, 1992).

Como lenha, a madeira de cedro é considerada de boa qualidade, porém seu alto valor no mercado torna esse uso inadequado.

A madeira de cedro laminada e serrada, no mercado atacadista de São Paulo, está sendo cotada a R$ 6,81/m² e R$ 2.138,06/m³, respectivamente (Florestar Estatístico, 2005).

16. Produtos não-madeireiros


Da madeira do cedro extrai-se óleo essencial com perfume semelhante ao cedro-do-líbano. Verifica-se também a presença de substâncias tanantes na casca e no lenho.

O chá das cascas do cedro é utilizado, na medicina popular, como tônico fortificante, adstringente, febrífugo, no combate às disenterias e artrite (Franco, 1997).

17. Outros usos


O cedro fornece forragem(Carvalho, 1994), pode ser utilizado para produção de mel e, por ser uma espécie ornamental, também pode ser empregada em projetos paisagísticos e arborização urbana (Lorenzi, 1992).

Cedrela fissilis é também uma espécie importante para recuperação florestal de áreas degradadas e de matas ciliares, onde não ocorrem inundações (Durigan, 2002). Esta essência também é promissora para a recuperação de solos contaminados por metais pesados (Marques et al., 2000).

18. Referências bibliográficas


CORVELLO, W.B.V.; VILLELA, F.A.; NEDEL, J.L. Maturação fisiológica e qualidade de sementes de cedro (Cedrela fissilisVell.) - Meliaceae. Informativo ABRATES, Brasília, v.7, n.1/2, p.214, 1997a.

DURIGAN, G.; FIGLIOLIA, M.B.; KAWABATA, M.; GARRIDO, M.A. de O.; BAITELLO, J.B. Sementes e mudas de árvores tropicais. São Paulo: Páginas & Letras, 2ª Ed. 2002.

FERREIRA, R.L.C.; BATISTA, A.C. Análise estrutural da mata da Reserva Biológica de Pedra Talhada-AL. In: CONGRESSO FLORESTAL BRASILEIRO, 6., 1990, Campos do Jordão. Anais. São Paulo: Sociedade Brasileira de Silvicultura, 1990. v.3, p.568-574. Publicado na Silvicultura, n.42, 1990.

Revista Florestar Estatístico, disponível em http://www.fflorestal.sp.gov.br/publicacao/01_apresentacao
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Fonte: IPEF

Identificação de Espécies Florestais

Acacia mangium (Acácia)


O gênero Acacia, com aproximadamente 2.000.000 ha plantados em todo o mundo, apresenta uma relevante importância do ponto de vista social e industrial no reflorestamento. As espécies de maior utilização são Acacia mangiume Acacia auriculiformis sendo suas produções direcionadas para polpa de celulose, madeira para movelaria e construção, matéria-prima para compensados, combustível, controle de erosão, quebra-vento e sombreamento (MARSARO JR,s.d.).


De acordo com Galiana et al. (2002) apud Tonini e Vieira (2006), a Acacia mangium é a espécie florestal mais plantada, com uma área comercialmente explorada no planeta de aproximadamente 600 mil hectares. Atualmente, é a mais utilizada no Sudeste Asiático, principalmente na Indonésia e na Malásia.

A espécie é uma leguminosa pioneira e vem despertando a atenção dos técnicos e pesquisadores pela rusticidade, rapidez de crescimento e, principalmente, por ser espécie nitrificadora (VEIGA et al.,2000).

O interesse também parte por ela apresentar significativa capacidade de adaptação às condições edafoclimáticas brasileiras (ANDRADE et al., 2000), sobretudo em solos pobres, ácidos e degradados produzindo elevada quantidade de madeira com baixa acumulação de nutrientes. Assim, a espécie destaca-se em programas de recuperação de áreas degradadas (RAD) e representa uma opção silvicultural para o Brasil (BALIEIRO et al.,2004).

A acácia é uma espécie nativa da parte noroeste da Austrália, de Papua Nova-Guiné e do oeste da Indonésia, com potencial para cultivo nas zonas baixas e úmidas, cuja madeira apresenta usos variados, entre eles a construção civil e de móveis (SMIDERLE,2005).

Família: Mimosaceae
Espécie: Acacia mangium
Sinonímia botânica: Racosperma mangium Willd
Outros nomes (vulgares): acácia-australiana, acácia, cássia

Aspectos Ecológicos

Árvore perenifólia, apresenta crescimento rápido com vida média de 40 anos.

A Acacia mangium é uma espécie típica de terrenos pouco elevados que, atrás dos mangues, ocupa zonas pantanosas estacionais, lagos bem drenados e montes e é frequentemente encontrada em solos de escassa fertilidade (DORAN e SKELTON,1982).

A espécie é agressiva, podendo, por alelopatia, impedir a germinação de outras espécies (INSTITUTO HÓRUS,s.d.) e um espectro de tolerância muito grande o que adaptar praticamente a quase todos os ambientes (BARBOSA,2002).

Informações Botânicas

Morfologia

A acácia é com freqüência uma árvore de grande porte que pode alcançar uma altura de 25 a 30 m, com um tronco reto que pode superar a metade da altura total da árvore.

Seu tronco ereto, possui coloração cinza-pardo, com casca pouco saliente e levemente sulcado longitudinalmente. Quanto a ramificação, apresenta-se fina, horizontal, espaçada, formando copa ovalada com folhagem densa (INSTITUTO HÓRUS,s.d.).

As folhas são simples e alternas, em ramos verdes e alados, dispostos espiriladamente, ovalado-lanceoladas ou ovalado-alongadas, largas, coriáceas, de pecíolo curto, ápice alongado, com nervuras salientes partindo da base, de 12-18cm de comprimento. Elas são filódios permanentes que não evoluíram, não dando origem às folhas verdadeiras que deveriam ser pinadas (INSTITUTO HÓRUS,s.d).

Segundo o Centro de Pesquisa Agroflorestal de Rondônia – CPAFRO (2004), as flores encontram-se dispostas em espigas soltas de 10 cm de comprimento, solitárias ou unidas nas axilas superiores. As flores são pentâmeras, com cálice de 0,6-0,8 mm de comprimento, com lóbulos obtusos curtos, corola duas vezes tão longa quanto o cálice.

Os frutos são do tipo vagem, espiralados ou torcidos, marrons, curtos, deiscentes, com sementes pretas, pequenas, pendentes na vagem por um filamento amarelo, formadas de setembro a novembro (INSTITUTO HORUS,s.d). Eles são lineares quando verdes, com 3- 5mm de largura, alcançando 7-8cm de comprimento (BARBOSA,2002).

As sementes são lustrosas e podem ter o formato elipsóide, oval ou mesmo oblongo (2,5-3,5mm), dentro de uma coloração variando sempre dentro da tonalidade alaranjada (BARBOSA,2002).


Ocorrência

Nativa do norte do Estado de Queensland, na Austrália, Papua Nova Guiné e ilhas de Irian Java e Molucas, na Indonésia (TONINI e VIEIRA, 2006).

As latitudes da área de distribuição estão compreendidas entre 1° a 19° S, e os principais populações se encontram a uma altitude que vai desde a próxima ao nível do mar até os 100 m, com um limite superior conhecido de 720 m (DORAN e SKELTON,1982).

Clima

A espécie pode suportar temperaturas médias mínimas de 12 a 25ºC e médias máximas de 31 a 34ºC (BARBOSA,2002).

A área de distribuição desta espécie corresponde principalmente a zona de clima tropical úmido, com um curto período de seca no inverno e uma precipitação anual total elevada. As temperaturas próximas da região costeira são altas e uniformes durante todo o ano. A precipitação percentual média é de aproximadamente 2.100 mm. A. mangium tem preferência por lugares com chuvas abundantes e as separações na distribuição da espécie poderiam estar diretamente relacionadas com as faltas de precipitação (MARINHO et al, 2004).

Solo

A planta é adaptável para uma ampla gama de solos ácidos, pH 4,5–6,5, inclusive tolerando solos de baixa fertilidade ou com baixa drenagem. Cresce em solos com teor de fósforo muito baixo (MARINHO, et al., 2004) e é pouco adaptada, a solos calcários (TONINI e VIEIRA, 2006).

De acordo com Dias et al. (1990) apud Baliero et al. (2004), sua ampla capacidade de adaptação é advinda de características como o rápido crescimento, baixo requerimento nutricional, tolerância a acidez do solo e compactação e a elevada taxa de fixação de N2, quando em simbiose com bactérias diazotróficas , que resultam em produções elevadas de biomassa e entrada de nutrientes, via serrapilheira, em áreas degradadas, podendo favorecer a sucessão vegetal nessas áreas.

Essa espécie apresenta grande potencial para aportar matéria orgânica, nitrogênio e bases trocáveis no solo, além de produzir serrapilheira de baixa relação C/N. Essas propriedades influenciam de forma positiva a manutenção da atividade biológica e a ciclagem de nutrientes em solos degradados. Os valores expressivamente altos de serapilheira que esta espécie pode depositar no solo permitem a formação de reservatório de matéria orgânica e nutrientes, essencial para o processo de revegetação (MARINHO, et al.,2004).

Pragas e Doenças

Segundo Lee (2004) apud Tonini e Vieira (2006), a A. mangium é altamente suscetível à podridão-do-lenho ou cerne, que está relacionada à permanência de galhos mortos na planta e à presença de ferimentos, o que propicia a invasão do complexo de fungos que causa a podridão-do-lenho. A presença de ferimentos tem sido considerada fator importante, pois A. mangium tem dificuldade em formar uma zona de proteção efetiva.

A doença é de natureza complexa, atribuindo-se como causa a invasão por diversas espécies de fungos que causam apodrecimento. Quando verificada em alta incidência, pode comprometer a exploração comercial, por causar mortalidade de árvores e afetar a qualidade da madeira; entretanto, com pouca significância na produção de polpa para celulose. As perdas em volume de madeira, em árvores afetadas pela podridão-do-lenho, podem atingir índices de até 63,8% (VIEIRAet al,2006).

De acordo com Lee (2002) apud Vieira et al. (2006), a podridão-do-lenho é mais freqüente em árvores mais velhas, porém danos podem ser observados em plantas com menos de 44 meses de idade. Em levantamento realizado na Indonésia, Barry et al. (2004) verificaram 46,7% de árvores de oito anos com podridão-do-lenho, enquanto outros autores observaram incidência entre 50 e 98% (VIEIRA et al, 2006).

No Brasil, VIEIRA et al. (2006) relataram pela primeira vez a podridão-do-lenho em A. mangium, ocasionando perdas significativas. A existência de grandes áreas plantadas com A. mangium em Roraima, em florestas destinadas ao uso em produtos serrados, torna necessário o desenvolvimento de sistemas silviculturais que possibilitem melhorar a qualidade da madeira e reduzir perdas decorrentes da podridão-do-lenho.

Em plantios silviculturais podem existir muitos problemas com ataque de insetos nas folhas (desfolhamento e/ou deterioração de parte da estrutura foliar) (BARBOSA, 2002).

Os danos observados vão desde desfolhamentos, reduções de altura e até morte das árvores. Os principais insetos causadores desses danos são besouros, lagartas e formigas. Já foram observados os seguintes insetos danificando os plantios comerciais de A. mangium: o besouro-amarelo Costalimaita ferruginea e a mosca branca Bemisia tabaci (MARSARO JR,s.d.).

Segundo NAS (1983) apud Barbosa (2002), de modo geral, a experiência de outros países indica que os indivíduos adultos podem ter formigas do gênero Camponotus sp formando galerias no cerne da estrutura do caule em árvores jovens, prejudicando o desenvolvimento da planta ou mesmo levando-a à morte.

A Madeira

A madeira da Acacia mangium apresenta densidade básica que varia de 420 a 500 kg/m³, considerada dura, de cerne marrom-claro e alburno creme-claro, podendo ser facilmente serrada, aplainada, polida (LEILLES et al.,1996), colada, pregada e receber tratamento preservativo como o CCA para aumentar sua durabilidade em contato com o solo.


O poder calorífico da madeira está numa faixa de 4.800 a 4.900 kcal/kg (LEILLES et al.,1996).

A qualidade de sua madeira foi comparada à da Teca (Tectona grandis), apresentando excelente aceitação no mercado de exportação e alcançando preços iguais, a exemplo dos plantios feito na região de Ramanathapuram, na Índia (CASTRO e CIA, s.d.).

Usos da Madeira

O aproveitamento da madeira é direcionado, principalmente, para polpa de celulose. Porém, a espécie possui aptidão para produção de moirões, construção civil, (BALIEIRO et al.,2004) além de possibilitar a produção de carvão e outros produtos como MDF, aglomerados e compensados (SCHIAVO E MARTINS,2003).

Segundo NAS (1983) apud Barbosa (2002), na forma natural é muito utilizado para produção de madeira serrada e lenha devido a densidade de sua madeira. Em plantios silviculturais existem estudos que podem levar ao aproveitamento de movelaria de baixo custo (BARBOSA,2002).

Pesquisas desenvolvidas nas Filipinas mostraram a viabilidade técnica e econômica de se produzir casa de excelente qualidade a partir da madeira de Acacia mangium, mediante a sua transformação em tábuas de fibra de madeira e cimento (Wood wool cement board) que além das características mencionadas, não aquece, dissipa ruído, usa pouco cimento, e é resistente a fungos, cupins e à água (CASTRO e CIA,s.d.).

Produtos Não-Madeireiros

Como as flores da espécie são melíferas (BALIEIRO et al.,2004), o néctar extrafloral pode produzir mel por abelhas do gênero Apis (BARBOSA,2002).

A apicultura em povoamentos de Acacia mangium é uma atividade altamente lucrativa porque o néctar é produzido em nectários extraflorais existentes nas folhas e que produzem néctar durante toda época do ano, constituindo excelente pasto para as abelhas, principalmente na Ásia (Vietnam, Tailândia, Austrália) onde a espécie é cultivada em extensas áreas (CASTRO e CIA,s.d.).

Nos povoamentos da espécie também é possível a exploração de tanino, que possui boa aceitação nos mercados nacional e internacional (CASTRO e CIA,s.d.).

As folhas da acácia podem ser usadas como forragem na alimentação de animais (LEILLES et al.,1996).

Outros Usos

Segundo o INSTITUTO HÓRUS (s.d), espécie é recomendada para fins paisagísticos devido apresentar copa densa e elegante e adequada para arborização urbana e rural. A árvore vem sendo usada com muito sucesso na arborização das ruas de Manila (Filipinas) e de Bankok (Tailândia), para a remoção de poluentes atmosféricos como o enxofre e o chumbo presente nos gases provenientes dos escapamentos dos veículos. Na Malásia e Tailândia, ela é empregada na arborização de sítios, parques, rodovias e ferrovias, para embelezamento e proteção contra erosões diversas (CASTRO e CIA,s.d.).

Apresenta também grande potencial de uso em programas de reflorestamento e recuperação de áreas com solos pobres ou degradados, tais como as áreas de encostas e de mineração (SCHIAVO e MARTINS,2003).

A espécie também pode ser utilziada como quebra-ventos (BALIEIRO et al.,2004) e para sombreamento.

Vários projetos de reflorestamentos empregando a Acacia mangium têm sido estabelecidos no mundo para comércio do seqüestro de carbono na Bolsa Climática de Chicago. Estudos realizados no Vietnam mostraram que a Acacia mangium foi capaz de fixar maior quantidade de carbono atmosférico por hectare do que os eucaliptos testados, representando a possibilidade de ganhos adicionais de US$3.348,00 (US$60,00/t) por hectare reflorestado (CASTRO e CIA,s.d.).

Sementes

As sementes de acácia apresentam dormência tegumentar que representa uma dificuldade na produção de mudas em programas de reflorestamento. A dormência provoca desuniformidade entre as mudas produzidas em viveiro, além do maior tempo de exposição às condições adversas, como a ação de pássaros, insetos, doenças e a própria deterioração. Embora exótica, a acácia serve muito bem para ocupar ecossistemas degradados, especialmente aqueles com áreas pedregosas e de solos rasos ou formados por dunas de areia (CARVALHO, 1994) (SMIDERLE, 2005).

Devido à dormência causada pelo tegumento impermeável à água, considerável número de sementes de acácia pode permanecer sem germinar, durante os testes de germinação ou em sementeiras destinadas à formação de mudas (SMIDERLE,2005).

A emergência máxima de plântulas de Acacia mangium é obtida após o tratamento das sementes em água a 100°C por um minuto, sem imersão posterior em água a temperatura ambiente, por superar a dureza tegumentar desta espécie (SMIDERLE,2005).

Produção de Mudas e Enxertia

As mudas crescem, em média, 32 cm por mês (BRIENZA JR, 2003), evidenciando o crescimento inicial rápido da espécie.

Miranda e Valentim (1998), ao avaliar a capacidade de enraizamento de estacas de algumas espécies arbóreas, concluíram que a acácia não apresenta enraizamento por estaquia. BORGES JR et al. (2004) estudando a taxa de enraizamento de estacas oriundas brotações de cepas, em árvores que atingiram a maturidade de Acacia mangium, obtiveram uma pequena taxa de enraizamento de 20% em comparação com estacas oriundas de mudas.

Aspectos Silviculturais

O plantio de Acacia Mangium devidamente planejado, permite a perfeita intercalação de culturas agrícolas como o feijão, milho, arroz, soja, amendoim etc., nos dois primeiros anos. A partir do terceiro ano de plantio, a exploração da pecuária dentro da floresta é perfeitamente exeqüível, podendo criar até 2,5 cabeças por hectare. A copa ampla e densa permite o seu emprego como quebra-ventos para o cafeeiro, contra a ação dos ventos gelados do inverno (CASTRO e CIA, s.d.).

Quanto à utilização em produtos serrados e laminados, são necessários tratamentos silviculturais, que melhorem a qualidade da madeira, como a desrama. A desrama é um procedimento que aumenta o valor comercial e a qualidade da madeira (SCHNEIDER, 1999), porém, se realizada de forma inadequada, pode reduzir o crescimento, pela perda assimilatória ocasionada pela forte remoção da copa verde ou por danos bióticos causados por fungos (TONINI e VIEIRA, 2006).

De acordo com Tuomela et al. (1996) apud Tonini e Vieira (2006), em razão de a A. mangium não apresentar desrama natural eficiente e possuir tendência a formar troncos múltiplos, esse procedimento, nos estágios iniciais, é considerado uma prática de manejo necessária, visando à melhoria da qualidade da madeira e à formação de fustes longos de grandes dimensões (TUOMELA et al., 1996) (TONINI e VIEIRA, 2006). Porém, Ito e Nanis (1997), ao avaliar o efeito da desrama na incidência de podridão-do-lenho de A. mangium na Malásia, sugerem que a primeira desrama seja feita em árvores jovens, com galhos pequenos e vivos.

Crescimento e Produção

Em plantios silviculturais de excelente manejo, pode alcançar 15m de altura e 40cm de diâmetro a altura do peito (DAP) em apenas 3 anos, apresentando incremento médio anual em volume de 45m³/ha/ano (SOUZA et al., 2004).

Preço da Madeira no Mercado

Os valores não diferirem muito daqueles cobrados pela madeira serrada de eucalipto na região Sudeste do Brasil, (CASTRO & CIA, s.d.) onde tem oscilado em torno de R$527,50/m³ (INFORMATIVO CEPEA, 2006).

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Fonte: IPEF

Identificação de Espécies Florestais

Tectona grandis (Teca)


A Tectona grandis, popularmente conhecida como Teca, é uma árvore de grande porte, nativa das florestas tropicais situadas entre 10° e 25°N no subcontinente índico e no sudeste asiático, principalmente na Índia, Burma, Tailândia, Laos, Camboja, Vietnã e Java. Devido a sua dispersão geográfica e à variedade de ambientes onde ocorre naturalmente, a teca é uma espécie de alta adaptabilidade com dispersão vertical entre 0 e 1300m acima do nível do mar, ocorrendo em áreas com precipitação anual de 800 a 2500 mm, e temperaturas extremas de 2°a 42°C, porém não resiste à geada.

A teca é cultivada desde o século XVIII, quando os britânicos demandavam grandes quantidades de madeira para construção naval. No sul da Ásia, a cultura de teca é tradicional, sendo a espécie cultivada em grande escala. Atualmente, a área mundial plantada excede os 3 milhões de hectares, incluindo, além dos asiáticos - maiores produtores -, outros países tropicais, como: Togo, Camarões, Zaire, Nigéria, Trinidad, Honduras e Brasil, entre outros.

Apesar de poder ser cultivada apenas em regiões tropicais, a madeira de teca é muito procurada (principalmente) no continente europeu, onde o preço por metro cúbico supera o do próprio mogno. Mundialmente, a teca é apreciada pela qualidade de sua madeira, bem como pela sua rusticidade.

Informações Botânicas

A Tectona grandis L.f. pertence à família botânica Verbenaceae. As folhas, que podem ter disposição oposta a verticilar em grupos de três, são coriáceas e medem de 30 a 60cm de comprimento por 20 a 35cm de largura. Os limbos são largos e elípticos, glabros na face superior e tomentosos na face inferior. As folhas amplas tornam a árvore sombreante desde a fase juvenil.

As flores são pequenas, de coloração branco-amarelada e se dispõem em panículas de até 40 x 35cm.

Os frutos são do tipo drupa, cilíndricos, de cor marrom e possuem diâmetro de aproximadamente 1cm. Cada fruto apresenta quatro cavidades, dentro das quais estão as sementes (uma por cavidade); porém, nem todas germinam. A primeira frutificação ocorre aos 5 ou 6 anos de idade.

Quando adulta, a árvore atinge entre 25 a 35m (raramente acima de 45m) de altura e diâmetro (DAP) de 100cm ou mais. Seu tronco é reto e revestido por uma casca espessa, resistente ao fogo. Perde as folhas durante a estação seca, pois trata-se de uma essência caducifólia.

A Madeira

O alburno é estreito e claro, bem distinto do cerne, cuja cor é marrom viva e brilhante. Essa beleza peculiar faz da teca uma madeira muito procurada para decoração de interiores luxuosos e mobiliário fino.

Além do efeito decorativo, a madeira de teca é utilizada para as mais diversas finalidades: construção naval, laminação e compensados, lenha e carvão vegetal; as duas últimas são específicas para as áreas de ocorrência natural.

A densidade média da teca é 0,65g/cm³ e, apesar de ser leve, apresenta boa resistência a peso, tração e flexão, semelhante ao mogno brasileiro.

A madeira é estável; praticamente não empena e se contrai muito pouco durante a secagem. A estabilidade permite que a teca (madeira) resista à variação de umidade no ambiente.

A durabilidade é uma característica marcante dessa espécie. Até o momento são poucos os registros, nos países onde a teca é cultivada, de ataques de pragas que possam comprometer os plantios. A durabilidade do cerne deve-se a tectoquinona, um preservativo natural contido nas células da madeira.

O alburno é um material permeável, propriedade que facilita a aplicação de preservativos. Porém, esse tratamento somente é necessário quando a madeira ficar exposta ao tempo; ademais, o alburno possui todas as outras qualidades do cerne.

Tanto alburno, quanto cerne contém uma substância semelhante a um látex, denominado caucho, que reduz a absorção de água e lubrifica as superfícies. Essa substância também confere resistência a ácidos e protege pregos e parafusos da corrosão.

Nos países onde a teca é explorada - de floresta nativa ou reflorestamento- toda a madeira é aproveitada, incluindoas toras de pequeno diâmetro obtida nos desbastes. Painéis de sarrafos são utilizados para a fabricação de móveis, portas, decoração interna e também na produção dos mais diversos utensílios. A madeira de pequeno diâmetro é largamente usada na edificação de construções rústicas, como vigamento, esteio ou madeiramento do telhado.

A Experiência de Cáceres, no Mato Grosso


Apesar de haver plantios experimentais com teca em instituições de ensino e pesquisa (há um talhão na ESALQ plantado em 1959), um dos reflorestamentos de teca mais antigos e expressivos foi implantado em Cáceres, no Mato Grosso. Em 1968, a Cáceres Florestal testou espécies madeireiras que pudessem impulsionar o reflorestamento daquela região. Dentre estas, a teca se mostrou com boa aptidão e de rápido crescimento em altura. Outro fator importante para impulsionar o plantio de teca foi o preço dessa madeira no mercado internacional, muito superior ao do mogno. No Brasil, a teca tem sido manejada em ciclos de corte de 25 anos, enquanto nos demais países de cultivo, esse ciclo varia de 60 a 80 anos.

O IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) testou a qualidade da madeira proveniente de Cáceres e garante que as propriedades físicas e mecânicas são semelhantes às madeiras de teca oriundas do sudeste asiático.

Em 1986, a área plantada com teca era de cerca de 10 mil hectares; sendo que atualmente, só o Estado do Mato Grosso já possui mais de 50 mil ha de plantios.

A teca também vem ganhando espaço no Amazonas, principalmente devido a estudos como o realizado na Estação Experimental da EMBRAPA do Distrito Agropecuário da SUFRAMA, Manaus-AM. De acordo com pesquisadores da EMBRAPA, sistemas agroflorestais com teca, entre outras espécies, pode ser uma alternativa de recuperação de áreas de pastagens abandonadas e degradadas, bem como uma maneira de conter a pressão de desmatamento sobre florestas primárias e promover o desenvolvimento social, econômico e ecológico sustentáveis nessa região.

Para Plantar Teca


O clima mais propício é o tropical úmido, caracterizado por verão chuvoso e inverno seco. Deve-se atentar para os seguintes fatores:

1) Precipitação anual entre 1200 e 2500mm.
2) Período seco de 3 a 5 meses, coincidente com o período de temperaturas mais amenas. A qualidade da madeira depende desse período seco.
3) A temperatura média anual deve estar acima de 22°C. Omelhor crescimento das mudas de teca ocorreram quandoas temperaturas diurnas variam entre 27°e 36°C e noturnas entre 22°e 31°C.

A teca é exigente em fertilidade de solo, que deve ser profundo (mais de 1.5 metros), permeável, bem drenado, mas com capacidade média a alta de retenção de água. Os solos de textura média são os mais indicados. Um estudo de avaliação do estado nutricional, crescimento de teca e suas relações com os fatores de solo (1), mostrou que o melhor desenvolvimento está relacionado à riqueza dos nutrientes, matéria orgânica e pH próximo da neutralidade.

Ateca é uma essência exigente em teores de bases trocáveis do solo, principalmente cálcio (Matricardi 1989, Tanaka 1998).

Terrenos de maior declividade devem ser evitados, por problemas de erosão. Caso esse tipo de terreno seja utilizado, recomenda-se a construção de obras de conservação de solo (curvas de nível e terraços) e o uso das técnicas de cultivo mínimo.

Produção de Mudas


Para reflorestar 1 hectare de teca, no espaçamento 3 x 2 m, são necessários, aproximadamente, quatro quilos de frutos (incluindo provisões para mudas de replantio). Os frutos podem ser colhidos de julho a outubro e armazenados em local fresco, seco e abrigado da luz.

Obs.: Comercialmente, o que é chamado de semente, na realidade, trata-se do fruto. As sementes verdadeiras são muito pequenas e delicadas e o fruto é duro demais para ser rompido e liberar as sementes sem danos. Portanto, planta-se o fruto e não sementes.

Para uniformizar a germinação, os frutos de teca devem ser colocados imersos em água corrente por 24 a 48 horas. O melhor substrato é a areia com terra orgânica (na sementeira) e a temperatura ótima é alcançada cobrindo-se a sementeira com lona plástica preta por 96 horas As plântulas germinadas são então repicadas para saquinhos plásticos ou tubetes, estando prontas para plantio entre 3 a 4 meses.

Uma alternativa de produção de mudas é através de raiz nua, cahamda muda-toco. Essa técnica consiste em podar a planta de forma a reter10cm da raiz pivotante e 2cm do caule. A muda “toco” pode ser transplantada para recipientes individuais ou ser plantada diretamente no campo. Como desvantagem tem-se o tempo maior, de quatro a onze meses, para produção das mudas.

Quando a opção for ade produzir mudas por sementes, deve-se levar em conta a qualidade do lote de sementes. Sementes melhoras, de áreas d eprodução, baseiam-se em matrizes com adequado formato do tronco (retilíneo, sem bifurcações etc.) e crescimento. Além do aspecto silvicultural, é importante conhecer as características físicas (densidade, resistência mecânica da madeira) das procedências utilizadas.

Dados de Produtividade


Os dados que seguem são referentes a plantios realizados em condições adequadas de cultivo (solo, clima, qualidade de semente etc.):

1) A produtividade média, no ciclo recomendado para produção de madeira comercial, situa-se entre 10 a 15 m³/ha/ano, totalizando de 250 a 350 m³/ha ao.longo de 25 anos e num regime com 4 desbastes;
2) De 50 a 60% da produção total é colhido no corte final; esse volume corresponde a valores entre 150 e 230m³/ha.
3) A madeira do primeiro desbaste é considerada não-comercial, porém tem aplicações no meio rural, podendo gerar receita significativa.
4) Os custos de implantação e manutenção são amortizados nos segundo e terceiro desbastes.
5) O quarto desbaste e o corte final concentram o resultado econômico do do reflorestamento com Teca.
7) Atualmente, o preço FOB do metro cúbico de madeira de teca comercial varia de US$ 400 a US$ 3000, dependendo da qualidade de madeira (com ou sem nós) e bitola das toras.

Mercado


A produção mundial é de, aproximadamente, 3 milhões de metros cúbicos por ano, sendo que a maior parcela é consumida pelo mercado interno dos países produtores. O mercado internacional consome cerca de 500 mil metros cúbicos, mas a oferta ainda é muito menor que a demanda.

De acordo com análises de mercado, haverá aumento de demanda devido à melhoria no padrão de vida nos países em desenvolvimento. O decréscimo da oferta de outras madeiras tropicais que ocorrem em áreas naturais (como o mogno) e a conscientização ambiental dos consumidores, principalmente europeus, também são fatores decisivos para o aumento da demanda.

O mercado brasileiro também é visto como um grande potencial de consumo , assim como de produção. Afinal, o Brasil possui áreas adequadas para plantio de teca e uma floresta tropical para preservar.

Como é o Mercado ?

1) Maiores produtores: Indonésia, Mianmar e Sri Lanka.
2) Maiores importadores: Alemanha, Arábia Saudita, Austrália, Dinamarca, Emirados Árabes, EUA, Japão, Holanda, Itália e Reino Unido.
3) Hong Kong e Cingapura: centros de manufatura e reexportação da teca de Mianmar.
4) Índia e Tailândia: além de produzir, passaram a importar.

Referências Bibliográficas

“Avaliação do estado nutricional, crescimento de teca (Tectona grandis) e suas relações com os fatores de sítio do solo em plantios no sudoeste de Mato Grosso, a partir da análise de componentes principais”. (Dionei José da Silva, João Batista da Silva Ferraz, Manoel dos Santos Filho e Joselaine Solto Hall da Silva).

“Efeito da imersão prévia em água e períodos de aquecimento na viabilidade de sementes de teca”. (Sidney Fernando Caldeira e Sidnéa Aparecida Fiori Caldeira).

“Emergência de plântulas de teca, Tectona grandis L.F., com tratamentos pré-germinativos, em diferentes substratos”. (Sidney Fernando Caldeira e Elizandra Pedroso Vieira).

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Crédito das Fotos:


Fonte: IPEF